Bom ano Novo

on 10 janeiro 2010

Começou mais um ano, de pouca esperança na retoma para os portugueses.
A política e os políticos tendem a definhar.
Os economistas, alguns outrora com responsabilidades de governação, como se não tivessem culpa no actual estado da nosa economia, dão palpites e sugerem rumos a seguir.
Afinal as alterações efectuadas em 2007 nos códigos penal e de processo penal não surtiram efeito. Havia dúvidas? Só quem não percebe nada disto e anda de rabo alapados nos gabinetes é que poderia supôr que estas medidas iam melhorar alguma coisa. De facto melhorou, para os meliantes.
Já e uma imagem de marca em Portugal: As comissões, os observatórios, as entidades reguladoras, que na prática não servem para nada. Desta vez é para o combate à corrupção. Assim de repente, e pensando apenas em situações recentes... "face oculta"... hummmmmm, vai ser bom!


Feliz Ano Novo

No país dos records

on 01 dezembro 2009

Portugal está a tornar-se num país bastante conhecido internacionalmente. Basta desfolhar o livro do Guiness para se ver que os portugueses são empreendedores, imaginativos e que conseguem feitos inigualáveis. Desde a termos o clube (falido) com mais sócios do mundo, ao record de bolas a cair de uma plataforma de 20 metros, de aviõezinhos de papel atirados num estádio de futebol, do maior pão com chouriço... Enfim, tudo coisas importantíssimas.
A juntar a isto, a este ritmo teremos também o maior número de escândalos onde aparece referenciado um primeiro ministro.
Por enquanto ainda há Berlusconi, mas esse não dura sempre.
Até 2013 podemos lá chegar.

Eis-me de volta...

on 23 novembro 2009

Depois d euma pausa para dar lugar à silly season eleitoral, para a qual não tenho a mínima pachorra, eis-me de volta para o meu canto.
Temas não faltam.
Para hoje deixo apenas este comentário:
se quem não deve, não teme, porque é que não se publicam as escutas entre o Sr. Sócrates e o Sr. Vara? Terminava o terrorismo político, segundo uns, e esclarecia-se o caso, segundo outros.
Se eu estivesse no lugar do primeiro ministro, e nada devesse, logicamente, era o que eu faria. Não só pedia, mas como exigia a publicidade das escutas. E nem sequer se coloca a questão da pertubação do inquérito, uma vez que estas foram consideradas sem relevo para a investigação.
Há, contudo um senão, ao qual eu cedo: a divulgação das escutas revelasse um segredo de Estado!

Coisas boas

on 10 agosto 2009

Hoje relembro o Fantasma da Ópera. Uma obra mítica e mística de Andrew Lloyd Weber.
Aqui ficam 2 excertos




Silly Season

on 05 agosto 2009

Aproveitem bem o Verão, porque depois da amostra das eleições europeias, a verdadeira silly season vai começar depois das rentrées partidárias.

Vai ser doloroso aguentar mais uma campanha onde os políticos vão descer ao mundo real, tentar misturar-se e falar a linguagem do povo, tentar agradar e dizer aquilo que esperamos ouvir.

Como se fossemos todos uma cambada de anormais que não percebe o que dizem e fazem durante o resto do tempo.

Detesto a hipocrisia das campanhas eleitorais

Errou?

on 17 junho 2009

José Sócrates, alegadamente, reconheceu hoje que durante esta legislatura, terá errado, ao não ter investido mais na cultura.
Isto à saída do hemiciclo, depois de ter enfrentado uma moção de censura.
Fico na dúvida se o 1º ministro não estaria a ser irónico.
ASe era ironia, estva a chamar incultos aos que apresentaram a moção, ou aos portugueses que lhe deram um "chito" nestas europeias?
Não percebi.

Como é Possivel

on 10 maio 2009

Que depois das trapalhadas no BCP, e mais recentemente no BPN e no BPP, não se tirem ilações acerca do fraco comportamento do governador do Banco de Portugal?
É mesmo para isto que ele lá está a ganhar rios de dinheiro?

25 de Abril

on 25 abril 2009

Recuso-me a festejar este 25 de Abril que os políticos actuais celebram.
O espírito de Abril, foi rapidamente silenciado por uma falsa democracia que teima em nos governar.
Se há liberdade, porque é que eu não posso concorrer a 1º Ministro? Porque é que tenho que estar filiado num partido político, e para chegar a líder tenho que fazer muito lóbi? Isto é democracia? só se for na liberdade de nos darem a escolher entre 3 ou 4 indivíduos, que depois de se sentarem na cadeira fazem todos o mesmo.
Com o 25 de Abril o poder e a riqueza apenas mudaram de mãos. Pobres, mal instruidos contia a haver muito mais que o desejável. o interio está cada vez mais desertificado, as terras abandonadas.
O dinheiro e o poder continua nas mãos de meia dúzia. Os políticos aproveitaram-se dos ideais dos militares para assalarem o poder e encherem os bolsos.
Não é por gritarem que o poder é do povo, que isso passará a ser verdade. Se o poder é do povo, façam-lhe a vontade!!!
Se eu tivesse sido um dos capitães de Abril, ou metia a boca no trombone numa desta cerimónias, ou nem sequer lá punha os pés.
Recuso-me a pactuar com isto!!!

SEM PALAVRAS

on 18 abril 2009

A brincar também se diz a verdade

on 10 abril 2009

Prescrição

on 07 abril 2009

O Estado (administração fiscal) "deixou prescrever" 3,7 milhões de euros de dívidas fiscais da banca. Deve ter sido por dificuldades de notificação dos infractores.
Num país onde tudo se "perdoa" a quem tem mais e se suga o tutano de quem quase nada tem, nada me estranha...

Pressões

on 05 abril 2009

Ricardo Rodrigues, aquele que segundo o expresso foi condenado no Tribunal de Ponta Delgada, por ter estado envolvido numa falência fraudulenta, veio pedir processo disciplinares para os autores das pressões, se é que elas existiram. Ora vindo de um homem que nem deveria estar no parlamento, é, no mínimo caricato. Há ou não separação de poderes? desde quando é que um político se imiscui na orgânica interna do Ministério Público? A quem é que mais interessa o fim do processo? Será que os titulares do Inquérito "Freeport" estarão assim tão insanes que inventaram toda esta história?
Alberto Costa vem outra vez à baila. E digo outra vez porque, segundo o ilustre causídico (atenção que são poucos os advogados que me merecem o epíteto) José António Barreiros já nos tempos de Macau tinha feito algo semelhante tendo sido recambiado para a "metrópole".

Cuba

on 29 março 2009

Compay Segundo e seu amigos
Fabuloso

Off-Shores

on 21 março 2009

José Sócrates pretende que a União Europeia restrinja os bancos europeus aos off-shores. Esta tem que ser uma acção conjunta dos lideres da economia mundial. Tomada unileteralemente os bancos europeus debilitava relativamente aos congéneres de outras zonas do planeta.
Mas ele está ssim tão apostado no combate aos off-shores, porque é que não pede também aos governos para não investirem em paraísos fiscais?
Um povo é a imagem do seu líder, mas eu não quero de forma alguma ser conotado com este. Os meus princípios e valores são outros.

Um mail recebido

on 17 março 2009

Deixo aqui reproduzido um mail que receb, no qual é visado, além da Ministra da Educação (mas essa já não dá pica), o ex-membro do CSM, João Pedroso, irmão do "célebre" Paulo pedroso. Sim, esse mesmo.
"Ministério da Educação fez a encomenda e tem o resultado esquecido numa sala fechada
Trabalho de João Pedroso é quase só fotocópias de diplomas legais
15.03.2009 - 09h28 José António Cerejo
Meia centena de pastas cheias de fotocópias do Diário da República e de índices dos diplomas fotocopiados é praticamente tudo a que se resume o trabalho pelo qual o Ministério da Educação (ME) pagou cerca de 290 mil euros ao advogado João Pedroso (mais cerca de 20 mil a dois colegas).
Os caixotes de papelão que guardam as pastas encontram-se no chão de uma sala poeirenta, vazia e fechada à chave, do 5.º andar do ministério, encostados a uma parede, sem qualquer uso ou préstimo.
O objectivo dos dois contratos feitos com Pedroso — o ME considerou que o segundo foi cumprido em apenas 50 por cento, razão pela qual lhe pediu, em Novembro, a devolução de 133.100
euros — consistia na “construção de um corpo unificado de regras jurídicas e de normativos harmonizados e sistematizados de Direito da Educação” até ao final de 2007.
De acordo com um comunicado divulgado pelo ME em Novembro desse ano, quando a contratação de Pedroso foi tornada pública, o valor em causa foi calculado em função da “exigência técnica dos trabalhos, complexidade das tarefas, qualidade estipulada e recursos humanos e materiais a alocar às diferentes actividades”.
A escolha daquele jurista, irmão de Paulo Pedroso e dirigente do PS, foi decidida pela ministra da Educação e justificada pelas “condições específicas e únicas” que reunia, e por ser um “especialista na área da Educação”. O Ministério Público está a investigar os contornos desta contratação, assim como a forma como os contratos foram ou não cumpridos.
1500 horas de trabalho
Quem esperasse encontrar o resultado de um complexo e exigente labor jurídico, desenvolvido pela equipa de “mais de 15 juristas” a que alude Pedroso numa carta enviada ao secretário-geral do ME, em Setembro passado, ficaria decerto desiludido ao abrir os caixotes armazenados uns pisos abaixo do gabinete da ministra Maria de Lurdes Rodrigues, na Av. 5 de Outubro. Pasta atrás de pasta, num total de 44, o que se vê são fotocópias de decretos, portarias e outros diplomas sobre assuntos de Educação, desde Outubro de 1986 até Julho de 2007.
A abrir a primeira das várias pastas relativas a cada um destes 22 anos de produção legislativa surge uma listagem impressa com várias dezenas de páginas, onde consta o número, data, autoria e sumário de cada um dos diplomas fotocopiados e ali arquivados.
Nalguns casos aparece também uma breve indicação sobre se o normativo inventariado altera ou revoga algum diploma anterior. Arquivado em mais cinco pastas, para lá das 44 das fotocópias, há depois um índice geral que mais não é do que a reprodução das 22 listagens anuais, acompanhadas de outros tantos CD com as folhas de cálculo Excel onde foram elaboradas.
Até aqui, tudo o que se vê é fruto de um trabalho burocrático que inclusive já constava, em grande parte, das bases de dados, arquivos e bibliotecas do próprio ME. Segundo consta de vários
documentos do ministério, contudo, trata-se de um exaustivo e inédito “levantamento da legislação” publicada desde 1986, ano da entrada em vigor da Lei de Bases do Sistema Educativo, com perto de quatro mil registos.
A totalidade destes trabalhos, tanto quanto se pode deduzir dos documentos facultados ao PÚBLICO pelo ME, foi entregue por Pedroso em Fevereiro de 2008, já depois de ter sido integralmente pago e de a sua contratação ter sido divulgada na imprensa. Isto quando o primeiro contrato o obrigava a concluir uma parte do serviço em Junho de 2006 e o segundo terminou em Dezembro de 2007.
Num relatório de progresso com data de 8/6/2007, mas entregue ao ME em 21/2/08 e que foi o único facultado ao PÚBLICO, Pedroso diz que o trabalho foi feito “inicialmente em dedicação exclusiva por sete juristas e posteriormente com o alargamento dessa equipa a 20 pessoas”, com a “colaboração e supervisão de dois especialistas na área da Educação”, que, globalmente, registaram até essa data “mais de 1500 horas de trabalho”.
Além do material armazenado nos caixotes, o ME recebeu também um documento sem data que corresponde a um esboço (draft) de 75 páginas de um Manual de Direito da Educação e que contém um conjunto de generalidades, nomeadamente sobre as fontes do direito, a Lei de Bases e a organização do Sistema Educativo. Quanto ao resto, há mais dois CD com umas chamadas “colectâneas de legislação da Educação”, que não vão além de 242 entradas, uma bibliografia sobre legislação da Educação com 69 entradas, um inventário de teses de mestrado e doutoramento sobre Educação e um índice geral de diplomas publicados.
Particularmente volumoso, este índice, em Excel, ultrapassa as 450 páginas, sendo que mais de dois terços se referem ao período já coberto pelo índice 1986-2007. No período 1820-1900 são listados 29 diplomas, enquanto entre 1900 e 1974 são enumerados perto de 500 e de 1974 a 1986 aparecem cerca de 900.
Contactados pelo PÚBLICO, tanto o gabinete da ministra como João Pedroso recusaram prestar quaisquer esclarecimentos. Apresentados pelo ME como sendo a totalidade dos trabalhos e relatórios entregues por Pedroso, os documentos cuja consulta foi autorizada ao PÚBLICO não incluem o relatório que alegadamente foi entregue à ministra por Pedroso no final da primeira fase dos trabalhos e que fundamentou a decisão de o contratar para a segunda (266.200 euros)."
Como diaira o saudoso Jorge Perestrelo: Ripa na Rapaqueca

Rain Man

Às voltas com a minha discografia, deparei-me com o "soundrack", por sinal, fantástico, do filme "Rain Man".
A interpretação de Dustin Hoffman, muito boa. Tom Cruise, muito melhor que no seu habitual registo.
Um fime a (re)ver.
Aqui fica o trailer.

Medina Carreira - Só verdades

on 12 março 2009

É pena que outros não lhe sigam as pisadas.

Vergonha

on 10 março 2009

Já não bastavam os 7-1 do Celta de Vigo?
Já não bastava o jogo da 1ª mão?
Já não bastava o Platini chamar batoteiro a um clube português? (mas eu continuo a preferir levar 7-1)

Não havia... neszcesssidadddeeesss...

Responsabilidades

on 09 março 2009

Se, por exemplo, um magistrado (é apenas um mero exemplo) tomar uma decisão errada contra alguém, e esse alguém decide recorrer aos Tribunais para ser ressarcido monetáriamente do mal causado, o Estado pode exercer o "direito de regresso", ou seja, exigir que quem originou a indemnização restitua ao Estado o valor da mesma.
É uma medida acertada - a responsabilização e a consciencialização que o Estado (todos os cidadão) não paga a incompetência de um.
Até aqui tudo bem.
Mas porque é que a legislçação não incluiu, por exemplo, aquelas obras que são adjudicadas, começadas e nunca são acabadas? Aquelas obras onde se começa a injectar dinheiro e não se sabe se têm viabilidade? Exemplos? vejam o programa nós por cá na SIC, que todos os dias somos brindados com pelo menos um: ou é a rotunda que não vai para lado nenhum, ou é a estrada onde não se circula porque faltam expropriar 2 ou 3 metros. Ou é o viaduto que está encerrado e não se sabem bem porquê...
Será que nestes casos o Estado não deveria pedir indemnizações a quem não acautelou o interesse público? Afinal de contas é com o dinheio de todos nós que se brinca, literalmente...

Para ler...

on 07 março 2009

Recomendo vivamente!